{"id":1181,"date":"2018-03-15T13:01:53","date_gmt":"2018-03-15T16:01:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/?p=1181"},"modified":"2019-07-24T13:27:08","modified_gmt":"2019-07-24T16:27:08","slug":"solano-trindade-poeta-do-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/solano-trindade-poeta-do-povo\/","title":{"rendered":"Solano Trindade &#8211; poeta do povo"},"content":{"rendered":"<p>O Embu \u00e9 um agrad\u00e1vel munic\u00edpio distante cerca de uma hora do centro de S\u00e3o Paulo. Embora t\u00e3o pr\u00f3xima \u00e0 metr\u00f3pole, a cidade guarda um clima buc\u00f3lico, aconchegante.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"43\" height=\"45\" src=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/um-adinkra-1.png\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/p>\n<h2>Solano Trindade: poeta do povo<\/h2>\n<h2>Por M\u00e1rcio Barbosa<\/h2>\n<p><em>&#8220;Eu tenho uns versos bonitos<\/em><\/p>\n<p><em>pra cantar pra minha amada<\/em><\/p>\n<p><em>sempre sempre desdobrada<\/em><em>\u00a0<\/em><em>em beleza e formosura&#8221;<\/em>\u00a0Canto \u00e0 Amada\t\t<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o central do Embu, ao redor da pra\u00e7a onde se realizam as tradicionais feiras de arte e artesanato, concentram-se antiqu\u00e1rios, artistas pl\u00e1sticos, lojas de m\u00f3veis r\u00fasticos e restaurantes t\u00edpicos. Quem chega no Embu aos domingos, quando \u00e9 grande o movimento de turistas, n\u00e3o imagina que est\u00e1 diante da concretiza\u00e7\u00e3o do sonho de artistas negros, dentre eles o grande poeta Solano Trindade, pesquisador das nossas tradi\u00e7\u00f5es populares, teatr\u00f3logo, pintor e bo\u00eamio; um ser humano de grande carisma e vis\u00e3o, para quem a arte representava parte essencial da vida.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>TEM GENTE COM FOME<\/b><\/p>\n<p><b>Trem sujo da Leopoldina<br \/>correndo correndo<br \/>parece dizer<br \/>tem gente com fome<br \/>tem gente com fome<br \/>tem gente com fome<\/b><\/p>\n<p>O palco \u00e9 Recife, 1908. <\/p>\n<p>Ali, no bairro S\u00e3o Jos\u00e9, no dia 24 de julho, nasceu Solano. Seu pai, o sapateiro Manuel Ab\u00edlio, dan\u00e7ava Pastoril e Bumba-meu-boi. Solano o acompanhava. J\u00e1 sua m\u00e3e, Emerenciana, quituteira e oper\u00e1ria, pedia que lesse para ela novelas, literatura de cordel e poesia rom\u00e2ntica. \u00c9 f\u00e1cil imaginar nesse clima as cortinas da arte abrindo-se, os olhos do menino brilhando diante do espet\u00e1culo que a cultura popular proporcionava.<\/p>\n<p>Cena 1: <br \/>1934. Realiza\u00e7\u00e3o do I e II Congressos Afro-Brasileiros no Recife e em Salvador. Solano participa dos dois. A d\u00e9cada de 30 \u00e9 marcada por uma releitura da quest\u00e3o racial brasileira, especialmente depois que Gilberto Freyre lan\u00e7a seu Casa Grande &amp; Senzala. Intelectuais brancos tendem a valorizar a contribui\u00e7\u00e3o cultural dos descendentes de africanos.<\/p>\n<p>Cena 2:<br \/>1936. Solano funda o Centro Cultural Afro-Brasileiro e a Frente Negra Pernambucana, uma extens\u00e3o da Frente Negra Brasileira. Publica os seus Poemas Negros.<\/p>\n<p>Cena 3: <br \/>Inquieto, Solano viaja para Minas Gerais e depois para o Rio Grande do Sul, onde cria, em Pelotas, um Grupo de Arte Popular. O homem de andar manso, cabe\u00e7a cheia de planos e energia inabal\u00e1vel foi depois para o Rio de Janeiro. Em 1944 publicou o livro Poemas de uma Vida Simples. Em 1945, junto com Abdias Nascimento, criou o Comit\u00ea Democr\u00e1tico Afro-Brasileiro. Com Haroldo Costa fundou o Teatro Folcl\u00f3rico. Atuou em filmes como A hora e a vez de Augusto Matraga e O Santo Milagroso. Na cidade maravilhosa, Solano era freq\u00fcentador do Caf\u00e9 Vermelhinho, onde se reuniam intelectuais, pol\u00edticos, jornalistas, escritores e artistas de teatro. Ali era amigo de pessoas como o Bar\u00e3o de Itarar\u00e9 e Santa Rosa. Filiou-se ao Partido Comunista, as reuni\u00f5es da c\u00e9lula Tiradentes ocorriam na sua casa.<\/p>\n<p><b>GRAVATA COLORIDA<\/b><\/p>\n<p><b>Quando eu tiver bastante p\u00e3o <br \/>para meus filhos <br \/>para minha amada <br \/>pros meus amigos <br \/>e pros meus vizinhos <br \/>quando eu tiver <br \/>livros para ler <br \/>ent\u00e3o eu comprarei <br \/>uma gravata colorida <br \/>larga <br \/>bonita <br \/>e darei um la\u00e7o perfeito <br \/>e ficarei mostrando <br \/>a minha gravata colorida <br \/>a todos os que gostam <br \/>de gente engravatada&#8230;<\/b><\/p>\n<p>Durante a persegui\u00e7\u00e3o aos comunistas, empreendida pelo governo Dutra, entram na casa de Solano. Seu filho, Liberto, est\u00e1 deitado, doente. A pol\u00edcia vira o colch\u00e3o, \u00e0 procura de armas. Exemplares de seus livros s\u00e3o apreendidos. A filha Raquel lembra: &#8220;Papai jamais esconderia armas. Sua luta era feita com id\u00e9ias&#8221;. Preso, ele n\u00e3o se abala. Raquel e a m\u00e3e, Margarida, percorrem as cadeias at\u00e9 encontr\u00e1-lo. Quando sai, Solano parece fortalecido. Embora tenha olhos tristonhos, seu otimismo \u00e9 contagiante, nasce do seu amor pela arte e pela vida. Continua escrevendo, fazendo teatro e espalhando sonhos e esperan\u00e7as por onde passa. O interesse de Solano pela cultura popular ia al\u00e9m da teoria: n\u00e3o se cansou de fundar grupos teatrais. Preocupava-se com o que chamava de folclore, com as dan\u00e7as populares. Dizia sempre que era necess\u00e1rio pesquisar nas fontes de origem e devolver ao povo em forma de arte. Sua experi\u00eancia mais bem sucedida neste sentido foi o Teatro Popular Brasileiro, criado por ele, por sua esposa Margarida Trindade e pelo soci\u00f3logo \u00c9dison Carneiro em 1950.<\/p>\n<p>O TPB fazia uma leitura s\u00e9ria de dan\u00e7as como maracatu e bumba-meu-boi. Tamb\u00e9m promovia cursos de interpreta\u00e7\u00e3o e dic\u00e7\u00e3o. Era formado por oper\u00e1rios, estudantes, gente do povo. Convidado a ir \u00e0 Europa, o TPB mostrou seu trabalho em v\u00e1rios pa\u00edses. De volta ao Brasil, Solano vem a S\u00e3o Paulo e \u00e9 convidado pelo escultor Assis para apresentar-se no Embu. Leva todo o seu grupo. Dormem no barrac\u00e3o de Assis nos finais de semana, quando mostram sua arte para um n\u00famero cada vez maior de pessoas. Participam da pe\u00e7a &#8220;Gimba&#8221;, de Gianfrancesco Guarnieri e, em 1967, apresentam-se para um dos criadores da Negritude: Leopold Senghor. Solano apaixona-se pelo Embu, muda-se para l\u00e1 e sua casa torna-se um n\u00facleo art\u00edstico. Embora na cidade j\u00e1 houvesse um movimento com artistas como Sakai e Azteca, \u00e9 a atividade de Solano e Assis que faz surgir a feira de artesanato e revoluciona o local, aumentando o fluxo tur\u00edstico. Solano chegou a ser conhecido como &#8220;o patriarca do Embu&#8221;. A casa e o cora\u00e7\u00e3o de Solano estavam sempre prontos para receber as pessoas. Na panela, havia comida para quem chegasse fora de hora. Ironicamente, no final de sua vida, v\u00e1rios desses amigos se afastaram, mas talvez este seja o cruel destino de alguns grandes criadores, de profetas e poetas assinalados. A poesia de Solano o marcou. Orgulhava-se ser chamado de &#8220;poeta negro&#8221;. Foi comparado a importantes escritores como o cubano Nicolas Guilh\u00e9n &#8211; de quem foi amigo &#8211; e o americano Langston Hughes. Na poesia afirma sua descend\u00eancia, mostra orgulho:<\/p>\n<p>\u2028<em>Sou negro<\/em><\/p>\n<p><em>\u2028meus av\u00f3s foram queimados pelo sol da \u00c1frica \u2028<\/em><\/p>\n<p><em>minh&#8217;alma recebeu o batismo dos tambores atabaques,<\/em><\/p>\n<p><em>gongu\u00eas e agog\u00f4s.<\/em><\/p>\n<p>Sens\u00edvel \u00e0s injusti\u00e7as, denuncia as condi\u00e7\u00f5es de vida \u00e0s quais o povo \u00e9 submetido. Talvez, por isso, alguns cr\u00edticos insistam em ressaltar apenas um lado de sua poesia, dizendo, erroneamente, que ela era mais social do que negra, como se os dois aspectos se exclu\u00edssem. Sua poesia, carregada de sentimento, expressa inconformismo, com simplicidade e beleza. Carlos Drumond de Andrade disse o seguinte sobre alguns de seus poemas: &#8220;H\u00e1 nesses versos uma for\u00e7a natural e uma voz individual rica e ardente que se confunde com a voz coletiva&#8221;. Um de seus trabalhos mais famosos, intitulado &#8220;Tem gente com fome&#8221;, foi musicado e gravado por Nei Matogrosso:<\/p>\n<p><em>Trem sujo da Leopoldina<br \/>correndo correndo <br \/><\/em><em>parece dizer <br \/>tem gente com fome <br \/>tem gente com fome <br \/>tem gente com fome<\/em><\/p>\n<p>O ritmo \u00e9 o de um trem em movimento. No final, quando vai parando, a voz ouvida pelo poeta exige:<\/p>\n<p><em>se tem gente com fome, <\/em><br \/><em>d\u00e1 de comer.<\/em><\/p>\n<p>Solano tamb\u00e9m cantou continuamente o amor. Antes de Che Guevara poderia ter encarnado o mote endurecer-se, mas sem perder a ternura:<\/p>\n<p><em>A vida me deu uma negra para eu fazer poema <\/em><br \/><em>nesta manh\u00e3 <\/em><br \/><em>com cheiro de inf\u00e2ncia<\/em><\/p>\n<p>Casou-se tr\u00eas vezes e teve quatro filhos. Raquel Trindade, que hoje continua o trabalho do pai no Embu, descreve-o: &#8220;Existem artistas que aparentam ser uma coisa e, no fundo, s\u00e3o outra. Papai mostrava-se como era. E era um pai fant\u00e1stico&#8221;.<\/p>\n<p>Eu canto aos Palmares<br \/>sem inveja de Virg\u00edlio, de Homero e de Cam\u00f5es<br \/>porque o meu canto \u00e9 o grito de uma ra\u00e7a<br \/>em plena luta pela liberdade!<\/p>\n<p>\u00daltimo ato: <br \/>Esse poeta, que dava-se completamente \u00e0 arte e \u00e0 vida, n\u00e3o teve bens materiais. Seu trabalho favoreceu a muitos, mas n\u00e3o lhe deu sequer uma casa. Talvez n\u00e3o pensasse na velhice e em adoecer. Por\u00e9m, acumulando inimigos e desilus\u00f5es, foi se amargurando. O TPB, sem incentivo, n\u00e3o sobreviveu. A partir de 1970 a sa\u00fade come\u00e7ou a apresentar problemas. Morreu no Rio, em 1974. Mas em 1976, voltou aos bra\u00e7os do povo, na avenida. Foi tema da escola de samba Vai-Vai, com enredo elaborado por sua filha Raquel. Os versos do samba de Geraldo Filme ainda ecoam:<\/p>\n<p><em>Canta meu povo, vamos cantar<\/em><\/p>\n<p><em>em homenagem ao poeta popular<\/em><\/p>\n<p><em>Vai-Vai \u00e9 povo, est\u00e1 na rua<\/em><\/p>\n<p><em>saudoso poeta, a noite \u00e9 sua.<\/em><\/p>\n<p>Sua m\u00e1xima, &#8220;devolver ao povo em forma de arte&#8221; serviu para inspirar a escola de samba Quilombo, do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Solano deixou 5 livros publicados, o \u00faltimo foi &#8220;Cantares ao meu povo&#8221;. Deixou tamb\u00e9m uma pe\u00e7a de poemas in\u00e9ditos. Deixou, acima de tudo, exemplos de sabedoria e li\u00e7\u00f5es para que o povo negro se orgulhasse das suas origens \u00e9tnicas e de suas tradi\u00e7\u00f5es culturais. Possu\u00eda a felicidade dos homens que se dedicam a uma grande obra e se confundem com ela. Quase no fim da vida, afirmou que tinha de haver maior solidariedade entre os negros de todo o mundo, os quais deveriam se unir aos brancos que s\u00e3o contra o racismo. Solano de barba e cabelos brancos: a imagem pode ser a de um oper\u00e1rio, de um lutador, de um s\u00e1bio. Esquecido por alguns, lembrado por muitos, ele vive na obra que deixou. Palavras escritas num poema \u00e0 filha Raquel se tornam prof\u00e9ticas:<\/p>\n<p><em>Estou conservado no ritmo do meu povo <\/em><\/p>\n<p><em>Me tornei cantiga determinadamente <\/em><\/p>\n<p><em>e nunca terei tempo para morrer.<\/em><\/p>\n<p>Compartilhe<\/p>\n<p>\t\t\t<!-- Simple Share Buttons Adder (7.4.18) simplesharebuttons.com --><div id=\"ssba-classic-2\" class=\"ssba ssbp-wrap left ssbp--theme-1\"><div style=\"text-align:left\"><a data-site=\"\" class=\"ssba_facebook_share\" href=\"http:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1181\"  target=\"_blank\" ><img src=\"https:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/plugins\/simple-share-buttons-adder\/buttons\/somacro\/facebook.png\" style=\"width: 30px;\" title=\"Facebook\" class=\"ssba ssba-img\" alt=\"Share on Facebook\" \/><div title=\"Facebook\" class=\"ssbp-text\">Facebook<\/div><\/a><a data-site=\"\" class=\"ssba_twitter_share\" href=\"http:\/\/twitter.com\/share?url=https:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1181&amp;text=Solano%20Trindade%20%E2%80%93%20poeta%20do%20povo%20\"  target=&quot;_blank&quot; ><img src=\"https:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/plugins\/simple-share-buttons-adder\/buttons\/somacro\/twitter.png\" style=\"width: 30px;\" title=\"Twitter\" class=\"ssba ssba-img\" alt=\"Tweet about this on Twitter\" \/><div title=\"Twitter\" class=\"ssbp-text\">Twitter<\/div><\/a><a data-site=\"\" class=\"ssba_google_share\" href=\"https:\/\/plus.google.com\/share?url=https:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1181\"  target=&quot;_blank&quot; ><img src=\"https:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/plugins\/simple-share-buttons-adder\/buttons\/somacro\/google.png\" style=\"width: 30px;\" title=\"Google+\" class=\"ssba ssba-img\" alt=\"Share on Google+\" \/><div title=\"Google+\" class=\"ssbp-text\">Google+<\/div><\/a><\/div><\/div><br \/>\n\t\t\t<object \u2026 width=\"510\" height=\"80\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/banner-geral-atual.swf\" \/><param name=\"quality\" value=\"high\" \/><embed src=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/banner-geral-atual.swf\" quality=\"high\" width=\"510\" height=\"80\"><\/object><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Embu \u00e9 um agrad\u00e1vel munic\u00edpio distante cerca de uma hora do centro de S\u00e3o Paulo. 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