{"id":601,"date":"2018-05-04T01:51:29","date_gmt":"2018-05-04T04:51:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/?page_id=601"},"modified":"2018-05-21T14:12:10","modified_gmt":"2018-05-21T17:12:10","slug":"quilombhoje","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/quilombhoje\/","title":{"rendered":"Quilombhoje"},"content":{"rendered":"<p>Quilombhoje: esp\u00edrito de quilombo nos dias de hoje. Desde 1980 colocando mais africanidade na literatura brasileira.<\/p>\n<h2>Quilombhoje: miss\u00e3o<\/h2>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"142\" height=\"45\" src=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/tres-adinkras-1.png\" alt=\"\" \/><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"720\" height=\"430\" src=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/TrindadeQuilombhojeSiteNovo-768x459.jpg\" alt=\"\" srcset=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/TrindadeQuilombhojeSiteNovo-768x459.jpg 768w, http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/TrindadeQuilombhojeSiteNovo-300x179.jpg 300w, http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/TrindadeQuilombhojeSiteNovo-1024x612.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A &#8220;Trindade&#8221;<\/p>\n<p>QUILOMBHOJE LITERATURA\u00a0<\/p>\n<p>Foi fundado em 1980 por Cuti, Oswaldo de Camargo, Paulo Colina, Abelardo Rodrigues e outros, com o objetivo de discutir e aprofundar a experi\u00eancia afro-brasileira na literatura. O grupo tem como proposta incentivar o h\u00e1bito da leitura e promover a difus\u00e3o de conhecimentos e informa\u00e7\u00f5es, bem como desenvolver e incentivar estudos, pesquisas e diagn\u00f3sticos sobre literatura e cultura negra.<\/p>\n<p>As primeiras reuni\u00f5es do grupo eram informais e ocorriam no extinto bar Mutamba, reduto de bo\u00eamios e intelectuais no centro da cidade de S\u00e3o Paulo. Ao longo do tempo as a\u00e7\u00f5es do Quilombhoje foram se diversificando.<\/p>\n<p>Em 1982, com a entrada de Esmeralda Ribeiro, M\u00e1rcio Barbosa, Miriam Alves e Oubi Ina\u00ea Kibuko, \u00a0o grupo assumiu a organiza\u00e7\u00e3o dos Cadernos Negros, cuja edi\u00e7\u00e3o, na \u00e9poca, era de responsabilidade do Cuti, com apoio de Jamu Minka. Depois vieram Jos\u00e9 Ab\u00edlio Ferreira e Veral Alves. Ao longo do tempo o grupo ficou mais conhecido pela organiza\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie.<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/quilombhoje1985-ed.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"default\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"692\" height=\"824\" src=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/quilombhoje1985-ed.jpg\" alt=\"\" srcset=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/quilombhoje1985-ed.jpg 692w, http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/quilombhoje1985-ed-252x300.jpg 252w\" sizes=\"(max-width: 692px) 100vw, 692px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Quilombhoje em 1985. Da esq. p\/ dir.: M\u00e1rcio, Esmeralda, Oubi, Cuti e Miriam. Embaixo: S\u00f4nia, Ab\u00edlio e Jamu.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mas o Quilombhoje tamb\u00e9m j\u00e1 organizou diversos outros livros, incluindo um livro de ensaios (<em style=\"font-weight: inherit;\">Reflex\u00f5es Sobre a Literatura Afro-brasileira,<\/em><em>\u00a0<\/em>cuja primeira edi\u00e7\u00e3o foi lan\u00e7ada no III Congresso de Cultura Negra das Am\u00e9ricas), novelas, pe\u00e7as de teatro, livros de contos e poemas.<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/quilombhojecasadocuti-ed.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"default\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"547\" height=\"346\" src=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/quilombhojecasadocuti-ed.jpg\" alt=\"\" srcset=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/quilombhojecasadocuti-ed.jpg 547w, http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/quilombhojecasadocuti-ed-300x190.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 547px) 100vw, 547px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Em 1983<\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/quilombhoje1990-ed.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"default\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"547\" height=\"346\" src=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/quilombhoje1990-ed.jpg\" alt=\"\" srcset=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/quilombhoje1990-ed.jpg 547w, http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/quilombhoje1990-ed-300x190.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 547px) 100vw, 547px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Em 1990<\/figcaption><\/figure>\n<p>A fim de estimular o debate de ideias, o grupo elaborou, junto com o AMMA \u2014 Psique e Negritude, o livro\u00a0<em style=\"font-weight: inherit;\">Gostando Mais de N\u00f3s Mesmos<\/em>, que aborda quest\u00f5es de rela\u00e7\u00f5es raciais e autoestima.<\/p>\n<p>O grupo tamb\u00e9m promoveu, desde a d\u00e9cada de 90, diversas rodas de poemas e, em 2002, criou o <em>Sarau Afro Mix<\/em>. J\u00e1 organizou palestras, cursos e debates sobre literatura afro-brasileira. O Quilombhoje tamb\u00e9m organizou livros de biografias e um videodocument\u00e1rio (<em>Bailes<\/em>). No decorrer dos anos, seus componentes foram saindo para se dedicar a trabalhos individuais enquanto outrxs colaboradorxs foram chegando.<\/p>\n<figure>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Virada2016foto.jpg\" data-elementor-open-lightbox=\"default\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"720\" height=\"405\" src=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Virada2016foto-1024x576.jpg\" alt=\"\" srcset=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Virada2016foto-1024x576.jpg 1024w, http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Virada2016foto-300x169.jpg 300w, http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Virada2016foto-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><figcaption>Quilombhoje e parceirxs na Virada Cultural de 2016<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Quilombhoje nunca recebeu patroc\u00ednios ou subs\u00eddios vindos de ONGs ou do estado, com exce\u00e7\u00e3o de apoios para projetos pontuais. Para manter-se o grupo conta com a dedica\u00e7\u00e3o de seus membros e a boa vontade de seus colaboradores.<\/p>\n<p>O trabalho desenvolvido pelo Quilombhoje tem colaborado para provocar o surgimento de outras atividades. Cursos, semin\u00e1rios e debates sobe literatura afro t\u00eam sido organizados por faculdades de letras e entidades interessadas nas quest\u00f5es liter\u00e1rias e raciais em v\u00e1rios lugares do Brasil. Editoras pretas foram surgindo e autorxs negrxs publicam cada vez mais. \u00c9 a heran\u00e7a de escritores como Lu\u00eds Gama, Cruz e Souza, Auta de Souza, Lima Barreto, Solano Trindade e Carolina de Jesus que se atualiza.<\/p>\n<div id=\"attachment_867\" style=\"width: 730px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-867\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Marcio_Esmeralda_e_Cuti.capa_.mar18_fabio.seixo_-1024x716.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"503\" \/><p id=\"caption-attachment-867\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e1rcio, Esmeralda e Cuti fotografados em 2018 por F\u00e1bio Seixas para o Suplemento Pernambuco<\/p><\/div>\n<p>Desde 1999, o grupo \u00e9 organizado por Esmeralda Ribeiro e M\u00e1rcio Barbosa, que contam com o apoio de alguns colaboradores.<\/p>\n<p><em>Esmeralda Ribeiro<\/em> \u00e9 jornalista, escritora e pesquisadora da literatura afro-brasileira. \u00c9 integrante, desde 1982, do Quilombhoje. Tem trabalhos publicados em 35 antologias no Brasil e no exterior. Sua atua\u00e7\u00e3o no sentido de incentivar a participa\u00e7\u00e3o da mulher negra na literatura tem sido constante. Coorganiza a s\u00e9rie Cadernos Negros e \u00e9 autora do livro <em>Malungos &amp; Milongas<\/em> (conto) e coautora do livro <em>Gostando Mais de N\u00f3s Mesmos<\/em>, sobre autoestima e quest\u00e3o racial, dentre outros.<\/p>\n<p><em>M\u00e1rcio Barbosa<\/em> nasceu e vive em S\u00e3o Paulo, SP. Integra desde 1982 o Quilombhoje. \u00c9 coorganizador da s\u00e9rie <em>Cadernos Negros<\/em> e pensa que a literatura \u00e9 terreno f\u00e9rtil para descobrimentos. Considera que \u00e9 poss\u00edvel viver, sentir e se emocionar com cada personagem, \u00e9 poss\u00edvel aprender um pouco com cada um e, assim, aprendermos sobre n\u00f3s mesmos. M\u00e1rcio fez as entrevistas e os textos do livro <em>Frente Negra Brasileira<\/em> e \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelo document\u00e1rio e livro <em>Bailes &#8211; Soul, Samba-rock, Hip Hop e Identidade em S\u00e3o Paulo<\/em>. Tamb\u00e9m, junto com Esmeralda Ribeiro e Niyi Afolabi, organizou os livros <em>Afro Brazilian Mind<\/em> e <em>Black Notebooks<\/em> (o \u00faltimo \u00e9 uma vers\u00e3o em ingl\u00eas de <em>Cadernos Negros<\/em>), lan\u00e7ados nos EUA. Al\u00e9m disso, \u00e9 idealizador e organizador do livro <em>Jovem Afro &#8211; Antologia Liter\u00e1ria<\/em>.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode ler mais um pouco sobre a <a href=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/cnequilombhoje-marcio.pdf\">hist\u00f3ria do in\u00edcio<\/a> do Quilombhoje neste <a href=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/cnequilombhoje-marcio.pdf\">artigo<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quilombhoje: esp\u00edrito de quilombo nos dias de hoje. 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