{"id":42,"date":"2010-03-05T03:42:18","date_gmt":"2010-03-05T03:42:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/blog\/?p=42"},"modified":"2010-03-05T05:19:27","modified_gmt":"2010-03-05T05:19:27","slug":"42","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.quilombhoje.com.br\/blog\/?p=42","title":{"rendered":"Ainda as cotas"},"content":{"rendered":"<div id=\"tweetbutton42\" class=\"tw_button\" style=\"\"><a href=\"http:\/\/twitter.com\/share?url=https%3A%2F%2Fwww.quilombhoje.com.br%2Fblog%2F%3Fp%3D42&amp;text=Ainda%20as%20cotas&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=https%3A%2F%2Fwww.quilombhoje.com.br%2Fblog%2F%3Fp%3D42\" class=\"twitter-share-button\"  style=\"width:55px;height:22px;background:transparent url('https:\/\/www.quilombhoje.com.br\/blog\/wp-content\/plugins\/wp-tweet-button\/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;\">Tweet<\/a><\/div><div id=\"fcbk_share\"><div class=\"fcbk_button\">\n\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/\"\ttarget=\"_blank\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.quilombhoje.com.br\/blog\/wp-content\/plugins\/facebook-button-plugin\/img\/standart-facebook-ico.png\" alt=\"Fb-Button\" \/>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t<\/div><div class=\"fcbk_like\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div id=\"fb-root\"><\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<script src=\"http:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/all.js#appId=224313110927811&amp;xfbml=1\"><\/script>\n\t\t\t\t\t\t\t<fb:like href=\"https:\/\/www.quilombhoje.com.br\/blog\/?p=42\" send=\"false\" layout=\"button_count\" width=\"450\" show_faces=\"false\" font=\"\"><\/fb:like>\n\t\t\t\t\t\t<\/div><\/div><p>Por iniciativa de uma advogada contr\u00e1ria \u00e0s cotas, o Partido Democratas (DEM) entrou com uma a\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade das mesmas.<\/p>\n<p>Como primeiro passo, o Supremo Tribunal Federal convocou uma audi\u00eancia p\u00fablica para os dias 03, 04 e 05 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Podemos entender isso como o in\u00edcio de um julgamento que pode resultar numa grande perda para os afro-brasileiros, ou pode ser a oportunidade para o pa\u00eds reparar sua miopia em rela\u00e7\u00e3o aos crimes que t\u00eam cometido contra a popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que as cotas representam uma das mais importantes a\u00e7\u00f5es concretas de combate \u00e0 desigualdade racial vigente no pa\u00eds.  Pensadas como parte de um conjunto de pol\u00edticas de a\u00e7\u00e3o afirmativa, as cotas foram concebidas como um instrumento tempor\u00e1rio de cria\u00e7\u00e3o de oportunidades para mulheres, negros, \u00edndios, egressos de escolas p\u00fablicas, portadores de defici\u00eancia etc.<\/p>\n<p>Mas embora existam cotas para essas diversas \u00e1reas e popula\u00e7\u00f5es, o que provoca mais pol\u00eamica e o que est\u00e1 sendo julgado s\u00e3o as cotas para negros, que desde o seu estabelecimento causaram as discuss\u00f5es mais apaixonadas. As elites e a m\u00eddia se posicionaram contra desde o princ\u00edpio e para isso usaram os mais variados argumentos, respondidos \u00e0 altura por militantes de movimentos negros e sociais.<\/p>\n<p>Por\u00e9m grande parte da popula\u00e7\u00e3o afro parece ainda distante dessa discuss\u00e3o, como se ela n\u00e3o lhe dissesse respeito, ou como se as demandas do dia-a-dia fossem infinitamente mais importantes. N\u00e3o se trata de separar racialmente o pa\u00eds, mas de garantir o respeito \u00e0 diversidade. Se por um lado a ci\u00eancia j\u00e1 comprovou que biologicamente ra\u00e7as n\u00e3o existem, elas permanecem como categoria pol\u00edtica.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que ap\u00f3s a ado\u00e7\u00e3o das cotas, mais negros tiveram acesso ao ensino superior. Cinquenta e dois mil alunos ingressaram por esse m\u00e9todo. Como efeito colateral a escola e o ensino voltaram a ser intensamente discutidos e os alunos de escolas p\u00fablicas ganharam tamb\u00e9m seu direito a entrar na universidade, antes reduto majorit\u00e1rio dos filhos das elites.<\/p>\n<p>O Movimento Afirme-se elaborou uma campanha. Veja o v\u00eddeo:<\/p>\n<p><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"340\" height=\"285\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/PFQyHt0sHV8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"340\" height=\"285\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/PFQyHt0sHV8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;border=1\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>A seguir h\u00e1 um trecho do livro do professor Carlos Moore, &#8220;O Racismo Atrav\u00e9s da Hist\u00f3ria&#8221;, em que abordam-se as a\u00e7\u00f5es afirmativas.<\/p>\n<p><!--more-->&#8220;Desde a d\u00e9cada de 1960, a problematiza\u00e7\u00e3o do racismo no Brasil fomentada<br \/>\npelo ativismo do movimento social negro tem crescentemente conscientizado a na\u00e7\u00e3o sobre a sua exist\u00eancia. Paralelamente, os estudos sobre as desigualdades s\u00f3cio-raciais feitos por organiza\u00e7\u00f5es internacionais, como as Na\u00e7\u00f5es Unidas, e por entidades especializadas, tais como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (IPEA), confirmam estatisticamente as den\u00fancias que, desde os anos trinta, foram formuladas pela elite intelectual negra brasileira. Este conjunto de constata\u00e7\u00f5es sobre a realidade s\u00f3cio-racial predominante no Brasil converge no sentido do crescente perigo de cindi-lo em dois \u201cpa\u00edses\u201d radicalmente opostos.<\/p>\n<p>O conceito de na\u00e7\u00e3o implica a no\u00e7\u00e3o de unidade, mas as disparidades<br \/>\nsocioecon\u00f4micas e raciais constatadas no Brasil constroem uma n\u00edtida e cruel polariza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. Em decorr\u00eancia desse quadro desolador, tem-se constatado a necessidade de medidas que possam frear as profundas distor\u00e7\u00f5es com conota\u00e7\u00f5es especificamente raciais. Desde o final da d\u00e9cada de oitenta, o Estado brasileiro adota certas medidas direcionadas para a conten\u00e7\u00e3o do declive s\u00f3cio-racial, como a criminaliza\u00e7\u00e3o do racismo, em 1989; a ado\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas de a\u00e7\u00f5es afirmativas s\u00f3cio-raciais, em 2000; e, em 2003, a institui\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria do ensino geral da hist\u00f3ria da \u00c1frica e dos afro-descendentes, criando um momento de forte impacto nas consci\u00eancias dos cidad\u00e3os, seja no sentido de repulsa ou de ades\u00e3o entusiasta.<\/p>\n<p>O apoio e os efeitos das medidas do Estado, a partir de 2003, em prol da<br \/>\nincorpora\u00e7\u00e3o da metade afrodescendente do pa\u00eds, t\u00eam possibilitado, pela primeira vez, um debate aberto sobre uma realidade mantida at\u00e9 ent\u00e3o sob o manto do sil\u00eancio e da denega\u00e7\u00e3o. Essas medidas, que anunciam, simbolicamente, o fim da proverbial omiss\u00e3o dos poderes p\u00fablicos ante o fenomenal descompasso s\u00f3cio-racial brasileiro, criam,potencialmente, as condi\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas para o progressivo empoderamento da metade da popula\u00e7\u00e3o. Pouco a pouco, chega \u00e0 consci\u00eancia de todos a realidade de que manter essa enorme parte da na\u00e7\u00e3o relegada \u00e0 marginaliza\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-econ\u00f4mica e cultural de tamanha propor\u00e7\u00e3o faz com que haja um grave risco \u00e0 pr\u00f3pria coes\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de lan\u00e7ar uma ofensiva geral contra o racismo no Brasil, primeiro<br \/>\nreconhecendo a sua exist\u00eancia, depois impondo medidas concretas para coibi-lo, cont\u00ealo e desmantel\u00e1-lo abre novos caminhos. Trata-se, efetivamente, de um momento \u00edmpar na hist\u00f3ria da chamada Am\u00e9rica \u201cLatina\u201d. Um processo cujo desenlace feliz teria um enorme impacto internacional, considerando a imensidade do problema que constitui o racismo em escala planet\u00e1ria.<\/p>\n<p>Considerando-se os casos antecessores &#8211; os Estados Unidos durante a d\u00e9cada de sessenta e setenta, Cuba revolucion\u00e1ria a partir de 1959, e a \u00c1frica do Sul, com o desmantelamento do sistema de apartheid, a partir de 1992 &#8211; o Brasil se converte apenas no quarto pa\u00eds, desde a Segunda Guerra Mundial, a lan\u00e7ar uma tentativa de reforma de sua ordem s\u00f3cio-racial. Os progressos alcan\u00e7ados na luta mundial contra o racismo sist\u00eamico s\u00e3o modestos e fr\u00e1geis.<\/p>\n<p>A terr\u00edvel regress\u00e3o que se observa na sociedade norte-americana atualmente, em rela\u00e7\u00e3o aos avan\u00e7os dos anos sessenta e setenta, e as dificuldades confrontadas pelo regime Socialista Cubano em lidar com a quest\u00e3o racial s\u00e3o testemunhas do \u00e1rduo caminho que haver\u00e1 de se trilhar. Com efeito, durante muito tempo, o regime cubano negou a exist\u00eancia do conflito racial em Cuba (\u201cexcresc\u00eancia do capitalismo e da sociedade burguesa\u201d), pregou o universalismo republicano, condenou as a\u00e7\u00f5es afirmativas e deslegitimou a necessidade de um movimento social especificamente voltado para a aten\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es raciais. S\u00f3 aplicou, timidamente, medidas de a\u00e7\u00f5es afirmativas a partir de 1985.<\/p>\n<p>O Brasil, atualmente, sinaliza aos olhos do mundo possibilidades de<br \/>\ntransforma\u00e7\u00f5es importantes. De natureza in\u00e9dita neste hemisf\u00e9rio, a Lei 10.639\/03, potencialmente transformadora, torna obrigat\u00f3rio o ensino da hist\u00f3ria e cultura afrobrasileira nos estabelecimentos p\u00fablicos e particulares, incluindo o estudo da historia da \u00c1frica e dos africanos. Se aplicada com o requerido vigor e rigor, essa medida poderia ter um impacto permanente nas consci\u00eancias das gera\u00e7\u00f5es vindouras. A implementa\u00e7\u00e3o dessa Lei pioneira abriu uma nova porta para a sociedade inteira reavaliar as bases da<br \/>\nfunda\u00e7\u00e3o do Brasil como entidade hist\u00f3rica nos tempos modernos, e reconsiderasse as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais nele travadas. Desse modo, poder-se-ia enxergar a na\u00e7\u00e3o brasileira atrav\u00e9s da experi\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o que conforma hoje a metade do pa\u00eds, e n\u00e3o somente, como at\u00e9 ent\u00e3o vinha acontecendo, atrav\u00e9s da experi\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o brasileira de origem europ\u00e9ia.<\/p>\n<p>Na medida em que a implanta\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o nas Am\u00e9ricas conduz \u00e0<br \/>\noculta\u00e7\u00e3o e transfigura\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria africana, e tamb\u00e9m da pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos africanos escravizados nas Am\u00e9ricas, a democratiza\u00e7\u00e3o da sociedade passa a depender do tipo de elucida\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica proposta pela Lei Federal 10.639\/03. Implicitamente, essa Lei Federal \u00e9 uma recorda\u00e7\u00e3o das vias ocultas e ocultadas pelas quais os segmentos sociais dominantes de hoje, em todo o continente americano, constitu\u00edram suas riquezas e assentaram sua hegemonia na sociedade.<\/p>\n<p>Relembrar \u00e0 sociedade o processo verdadeiro atrav\u00e9s do qual se constituiu<br \/>\nrealmente a na\u00e7\u00e3o traz tamb\u00e9m o desafio de se criar um terreno favor\u00e1vel para a implementa\u00e7\u00e3o de medidas p\u00fablicas tendentes a reduzir o impacto hist\u00f3rico cumulativo que teve a escravid\u00e3o sobre aqueles brasileiros, hoje a metade da popula\u00e7\u00e3o, que se encontram majoritariamente confinados nas posi\u00e7\u00f5es sociais de maior precariedade. No entanto, a experi\u00eancia mundial \u00e9 testemunha de um fato: empreender a\u00e7\u00f5es marcadamente redistributivas em favor de um segmento historicamente lesado contraria \u00e0queles que se beneficiam, de um modo ou de outro, do status quo imperante. Ainda que essas propostas fossem modestas, como \u00e9 o caso no Brasil, onde se trata de quotas universit\u00e1rias de baixa intensidade, a rea\u00e7\u00e3o adversa \u00e9 inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Toda tentativa de elucida\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica que contrarie o status quo produz<br \/>\nprofundo receio naqueles segmentos da sociedade que, por motivos diversos, temem as conseq\u00fc\u00eancias das iniciativas reparat\u00f3rias. Sem contravir a lei frontalmente, como fazer para deturp\u00e1-la no sentido pr\u00e1tico, onde realmente impacta e afeta a consci\u00eancia nacional? Isso tem sido realizado mediante a legitima\u00e7\u00e3o te\u00f3rica \u2013 espa\u00e7o privilegiado do investimento intelectual acad\u00eamico &#8211; de todo ou de parte do processo que culminara na escraviza\u00e7\u00e3o de dezenas de milh\u00f5es de africanos em terras americanas.&#8221;<\/p>\n<p><span style=\"font-family: &amp;quot;TimesNewRoman&amp;quot;, serif;\"><\/span><span style=\"font-family: &amp;quot;TimesNewRoman&amp;quot;, serif;\"><span style=\"font-size: small;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div id=\"tweetbutton42\" class=\"tw_button\" style=\"\"><a href=\"http:\/\/twitter.com\/share?url=https%3A%2F%2Fwww.quilombhoje.com.br%2Fblog%2F%3Fp%3D42&amp;text=Ainda%20as%20cotas&amp;related=&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=https%3A%2F%2Fwww.quilombhoje.com.br%2Fblog%2F%3Fp%3D42\" class=\"twitter-share-button\"  style=\"width:55px;height:22px;background:transparent url('https:\/\/www.quilombhoje.com.br\/blog\/wp-content\/plugins\/wp-tweet-button\/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;\">Tweet<\/a><\/div><p>Tweet Por iniciativa de uma advogada contr\u00e1ria \u00e0s cotas, o Partido Democratas (DEM) entrou com uma a\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade das mesmas. Como primeiro passo, o Supremo Tribunal Federal convocou uma audi\u00eancia p\u00fablica para os dias 03, 04 e 05 de mar\u00e7o. Podemos entender isso como o in\u00edcio de um julgamento que pode resultar numa grande [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v16.4 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.quilombhoje.com.br\/blog\/?p=42\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ainda as cotas &bull; QUILOMBHOJE\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Tweet Por iniciativa de uma advogada contr\u00e1ria \u00e0s cotas, o Partido Democratas (DEM) entrou com uma a\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade das mesmas. 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