Cadernos Negros volume 25

Poemas Afro-Brasileiros

Este livro marca o vigésimo-quinto ano da série. Traz poesia afro comtemporânea, gestada no coração do povo e elaborada pela sensibilidade de cada autor. É um volume histórico, que nos mostra o quanto a leitura pode ser prazerosa.

Autores:

Al Eleazar Fun
Andréia Lisboa de Sousa
Atiely Santos
Conceição Evaristo
Cristiane Sobral
Cuti
Domingos Moreira
Edson Robson Alves dos Santos
Esmeralda Ribeiro
Jamu Minka
José Carlos Limeira
Luís Carlos de Oliveira
Márcio Barbosa
Miriam Alves
Oliveira Silveira
Oubi Inaê Kibuko
Ruth Souza Saleme
Sebastião JS
Sidney de P. Oliveira
Thyko de Souza
Zula Gibi

Prešo: R$ 15,00 (quinze reais) - esgotado


 

Veja a seguir dois textos sobre o Cadernos Negros 25

 

Xis, rapper:

Acredito que Cadernos Negros tenha sido um dos contatos mais doces que tive com a cultura negra no início da década de 90. Foi nessa época que conheci pessoas ligadas ao movimento negro, e conseqüentemente algumas entidades.

Cadernos foi inspiração, motivo de reflexão, e questionamento. Negros poetas? Quem são? De onde vieram? O que fazem da vida?

Questionava como militar fazendo arte, questionava fazer arte sem estar acorrentado, refletia sobre o projeto de Contos e Poesia...

Hoje vejo com satisfação a chegada de mais um livro. Cadernos Negros 25 é, com certeza, a continuidade do grande papel exercido por estes escritores há mais de duas décadas. É também com certeza o sonho de muitos irmãos e irmãs sendo concretizado.

Através do Cadernos Negros percebemos ainda mais o talento da cultura negra, fugimos do estereótipo esporte e música e, com isso, temos mais essa rica herança literária para deixarmos aos nossos filhos e netos.

 

 

CLAUDETE ALVES. É pedagoga, Vereadora na cidade de São Paulo. Foi Presidente por dois mandatos no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Paulo, atualmente Vice-Presidente licenciada, é Presidente da Federação dos Trabalhadores Municipais do Estado de São Paulo e Vice-Presidente da União Latina Americana dos Trabalhadores Municipais:

Que bom estar presente neste parto.
A difícil, mas prazerosa, tarefa de juntar a filharada e dar nome a cada encontro autoral nos permite vislumbrar um resultado bastante significativo.
Fico feliz em poder ler e ver que, no campo literário, mais e mais, conseguimos nos servir da poesia, do encanto e dos contos para dizer o que vai dentro desse povo que há anos externa seu grito preso na garganta por força da chibata. Chibata que transformamos em manifestações artísticas para doer no lombo da consciência de quem, preso ao passado, ainda acredite na palavra "inferioridade".
Estamos por aí, GRÁVIDOS e GRÁVIDAS, gerando poemas, leis, protestos, cargos, governos, educação, saúde, idéias e muito mais do que possam imaginar os que fecham os olhos na ignorância histórica da luta do nosso povo.
Estamos PARINDO um Brasil e um mundo que busca um novo olhar sobre a igualdade das raças, dos direitos e do desejo de ser, estar e ter prazer.
E que esse desejo, quebre as algemas que persistem em cristalizar as ideologias conservadoras, com medo do novo, que é antigo, no conceito de escravizar a escrita, a telinha e as ondas sonoras.
Continuemos por aí, ocupando os espaços e fazendo deles os nossos grandes e felizes quilombos, parindo idéias, desejos, conquistas e muitos filhos, que como este livro, edifica e coloca nos anais da História, nossas vontades e nossos pensamentos.

QUILOMBHOJE, O PRAZER É TODO MEU!